Decidi começar uma série de dicas musicais.
Tenho o hábito natural de pesquisar novos sons.
Desde menino, fuçava os discos de minha mãe, a procura de… na verdade, até hoje não sei de quê. Boa música? Ah, isso é muito relativo. Um milagre? Talvez, mas é muito romântico. Eu estava a fim mesmo era de sentir aquelas emoções que eu sentia quando ouvia Saltimbancos por exemplo, ou Plunct Plact Zum com Raul Seixas.
A coleção da Cibela(mamãe) era completíssima e bastante eclética.
Foi nos vinis de minha mãe que eu descobri clássicos que nas décadas de 80 e 90 não tocavam mais no rádio. Nunca me esqueço do dia em que peguei Houses of The Holy, do Led Zeppelin, para ouvir.

Talvez seja pela capa, com aquelas criançinhas peladas subindo um morro de pedras, ou seria uma escada para o paraíso? Pode ser, mas aquela música, o ambiente que produzia, era incrível. E assim foi com vários Caetanos, Hendrixs, Martinhos da Vila, Premeditando o Breque, Elvis, Os Mulheres Negras, Cartola e muitos mais.

Naquelas tardes eu descobri minha paixão pelo novo, e finalmente, meu amor à arte.
O novo era tudo o que eu não conhecia. E tirando os Beatles e Asa Branca, que por algum motivo muito louco nascem junto com a nossa própria memória, tudo era novo.
Separar discos naquela coleção era como escolher filmes na estante “recomendados” de uma boa locadora. Era só fechar os olhos e puxar um do início, dois do meio e um do fim. Alceu Valença, Janis Joplin , Jerry Lee Lewis e Rita Lee. Era garantido.

Depois que minha mãe morreu, fiquei um tempo sem olhar para aquilo tudo. Da mesma forma que deixei meu violão de lado. Não queria mais saber de música.
Um tempo depois, chegou ao brasil a febre dos Compact Discs. Presente de amigo oculto - CD, presente de aniversário - CD, vai viajar, traz um, foi no shopping, compra outros dois. Podia ser bom, ruim, o lance era comprar. “Oh, o som é muito melhor”. Nem vou entrar nessa discussão, o que eu quero dizer é que muita coisa ruim veio dessa época, o boom dos CD’s. Vivemos inclusive a moda das bundas na capa e vimos Tiririca bater recordes de venda. É claro que muitos bons trabalhos foram lançados nessa época, mas era tudo muito ralo, e não se comparava com a concentração da coleção que eu tinha em casa. Então, foi pra lá que eu corri.
A chegada da internet foi ao mesmo tempo a realização de um sonho e o início de um pesadelo para todos os amantes de música. Quem, desse grupo sofrido, nunca baixou a coletânea inteira de um cara desconhecido ouviu uma música e depois nunca mais ouviu nada, até o dia em que aquele antigo HD morreu?Pois é, tem muita coisa ruim nesse mundo. Mas tem MUITA coisa boa também. O difícil é saber onde encontrá-las.
Meu papel, ao menos nessa série dentro do meu blog(que vai continuar falando sobre tudo) é facilitar um pouco a vida dessa galera, e contribuir da forma que eu puder com dicas de artistas novos e antigos.
Importante:
1 - Não sou crítico de música.
2 - Sou um ouvinte maluco, que gosta de tudo e de quase nada.
3 - Não vou disponibilizar links para download.
4 - Comentários e críticas são bem vindos.
5 - Quem tiver um som ruim em casa, sugiro que compre um bom. Um fone(de qualidade) de ouvido basta.
Quando o título for Quando o Assunto é Música… vocês podem saber que vão rolar as dicas.
Até!
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