Archive for Dezembro, 2007

Feliz 2007. Próspero 2008!!

Sábado, Dezembro 29th, 2007

Estou feliz.

2007.

2008…

Em 2007 completei meu primeiro ano de casado. Paula, eu te amo.

Saí em turnê com o meu primeiro disco solo, Desacorde. Obrigado Fernanda Mourão!

E valeu Digo, aquela força inicial foi essencial!

Não sei o que seria sem meus queridos Billy e Gabi. Que lindos.

Minha irmã. Você é TUDO. Pra sempre.

Márcio, Jorge, Nacife, Ludo. Vocês moram no meu coração.

Esse ano fechei uma parceria com o Dala Mídia. E que grandes amizades descobri no Marcelo Reis e na Karla Pessôa.

Entre livrarias, festas, festivais, casas de show, auditórios e shopping de dondoca foram quase 80 shows, mais de 12 mil entradas no myspace e mais de 500 SMD’s vendidos.

Programas de TV, entrevistas em rádios e sites na internet, matérias e tijolos em revistas e jornais. O Desacorde esteve em todo lugar. Até nos muros de nossa cidade.

Lia, Daniel, Paula, Leoni, Diogo Nogueira, Taynã, Vinny, Kleiton e Kledir… a temporada no letras e expressões. Terças alucinadas que terminavam com um UFA na Guanabara. Quantos amigos. Quanta força. Bark, Carol, Fábio, Flávio, Bia e quantos mais…

Quanta gente pensando positivo, e fazendo sua parte. Valeu Gustavo Leão, Flávio Petit, Sketch, e todos os produtores que proporcionaram esse ano repleto de emoções.

2008 vem aí. Do ano que passa, só tenho o que agradecer.

Estou feliz.

2007.

2008 promete. É verdade. Somos o que somos. Nossa obra é para sempre. É por isso que agradeço a todos vocês, meus amigos. Nunca vou me esquecer. E podem contar comigo.

Até !!!JÁ!!!

Entrevista na Estácio Rádio Site - dia 29 de DEZEMBRO

Sábado, Dezembro 29th, 2007

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Quem entrar hoje no endereço www.estacioradiosite.com pode dar de cara com uma entrevista que eu dei na semana passada.

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Os apresentadores Daniel Andrade e Túlio Baia, assim como toda equipe, foram bastante e acolhedores .

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O programa é Conexão Brasil. É só entrar no site e procurar.

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Abaixo e acima, algumas fotos.

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Essa bonequinha sentada em cima de um dos comps da redação não poderia ficar de fora.

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Expresso Terapia - Fim de Ano

Sexta-feira, Dezembro 28th, 2007

Lá vou eu no Expresso Terapia em direção ao leme de toda quinta-feira. Muita coisa deixa de ter importância nesse 27 de Dezembro perdido no meio-do-fim-de-ano.

Do Feliz Natal tenho ao meu lado um livro de crônicas, presente de Fernanda Mourão (adoramos!). Sabino e Lispector vieram juntos mais uma vez. Pedi uma caneta pro motorista: Deu vontade de escrever.

O calor de 2008 já esquenta o nosso ano derradeiro como um fantasma que anuncia seu nascimento. Em um ônibus na interseção de momentos e coincidências aproveitamos, eu e uma família gringa (holandesa?), o ar condicionado e a vista exuberante do Rio de Janeiro em um dia de sol. Não compreendo o que estão falando, em contrapartida, não sabem que é sobre eles que escrevo. Nem nunca saberão.

O pai, careca como os filhos serão, dobra de desdobra um mapa gigantesco e confuso da cidade.

- Do you need any help?

- So far not, thank you.

É, definitivamente não são holandeses. Sotaque forte demais, húngaros talvez.

De uma virada o motorista cai com a gente na praia de Ipanema. Os comentários são mais excitados, mais altos. A Rússia me vem à cabeça…(?)

A areia está lotada. Milhões de churrascos ajeitam seus biquinis e jogam vôlei com bolas de todos os outros esportes: 2008 promete.

A família agora se levanta ansiosa, mas logo se acomoda novamente. A praia de Copa é menos convidativa, gringo - penso eu. Não adianta olhar pra mim com essa cara, devia ter me perguntado aquela hora.

O mais novo reclama com cara feia:

- Não vai ser nessa né? (ou algo parecido)

Não pude deixar de me sentir turista como eles. Me identifico com seus olhares perdidos, assustados, maravilhados, excluídos.

Não sou um ‘apanhador no campo de centeio’, nem quero ser. Mas ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. que sentido faz isso tudo???????????????????????????????????????????????????????

Cheguei. Eles não.

- Bye, good luck. Happy New Year!!

Quando o assunto é Música… III

Sexta-feira, Dezembro 14th, 2007

Os anos 80! MTV, Rock in Rio I, Apple, Atari, Sintetizadores. Bom? Quase sempre.

Todos os grandes artistas/músicos brasileiros que começaram sua carreira nas décadas de 60 e 70, e aí podemos incluir sem polêmica Chico, Caetano, Gil e com polêmica Gonzaguinha, Ivan Lins, Raul Seixas e Rita Lee, sofreram uma mudança substancial nessa época.

O Rock ficou bem mais pop. A MPB ficou bem mais rock. E o Pop… ficou bem mais Pop.

Muita gente exagerou… e deu certo. Outros seguiram, e sumiram. Era um tempo sem regras. Fim da ditadura, praia do Pepê, e para a criançada, pakalolo e chocolate surpresa.

Eu era criança, e tava mais pra Bozo e Caverna do Dragão, mas hoje, quase vinte anos depois do fim dessa década, podemos concluir que existia vida extraterrestre, e éramos nós mesmos.

Já que eu falei de regra, me parece que existia uma: Bateria Eletrônica. Menina Veneno e Paula Toller que o digam.

E é nesse ponto que eu quero tocar. Tinha gente, que mesmo com “toda aquela tecnologia” insistia em usar músicos de verdade para gravar seus discos. Um deles é Djavan.

Eu poderia indicar vários trabalhos desse cara. É um gênio, e o que ele fez nos anos 80 é incrível. Mas hoje eu quero falar especialmente de um disco.

Não é Azul Mas É Mar traz Djavan no seu ápice como cantor e principalmente como compositor. Seu som de voz é tão característico que seria impossível alguém fazer algo parecido (pode continuar tentando Vercilo).

Nesse disco de 1987, Djavan quebrou todas as barreiras da música, inclusive as geográficas, e foi gravar em Los Angeles com uma galera da pesada. Bill Summers, Larry Williams, Nathan East, Harvey Mason… enfim uma banda dos sonhos. O mais empolgante é ouvir o violão do nosso Djavan brincado com o groove enlouquecedor dessa cozinha que, só para citar alguns, tocou com Phil Collins, George Benson, Stanley Clarke, Aretha Franklin e Eric Clapton.

A gravação, de alta qualidade, nem parece ser de um disco de música brasileira dos anos 80(vamos combinar que quase tudo era, em termos técnicos, muito pobre).

Mesmo com toda parafernália humana e técnica, as músicas são tão boas e bem montadas, principalmente na parte harmônica, que fica evidente a riqueza da música brasileira e a liberdade artística do Djavan.

Destaque para a música de abertura, Soweto, e para as faixas 2, 6 e 10.

Comprem! Esse vale a pena ter em casa

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DICA DE ÚLTIMA HORA: Para quem não conhece Ben Kweller, Sha Sha é o disco mais indicado. Comece por ele, o resto… não é resto, se é que vocês me entedem.

A Estátua - Capítulo III

Sexta-feira, Dezembro 14th, 2007

O céu é vermelho. O resto é cinza.

Quadrados, retângulos, linhas perfeitas; o seu mundo.

O homem sentado no chão tinha a cabeça em outro lugar. Seus olhos, vidrados e perdidos, miravam a vida contínua do Chafariz.

‘O Infinito é uma prisão’, concluíra certa vez, não se sabe há quanto tempo.

Vermelha, espelho do céu, a água jorrava sem parar, precisa: Nem um pingo para fora.

Os olhos acinzentados do homem acompanhavam a água que saía e a que sumia sem precisarem se mover.

Assim como o Chafariz, o homem também havia aceitado. Seu lugar era ali.

Entretanto sua cabeça estava em outro lugar. O menino o havia olhado tão profundamente que parecia ter lido sua alma. Não havia dúvida, queria falar alguma coisa, e de certa forma, o havia feito. Seus olhos transmitiam urgência. Desde a ocasião em que precisou ir até a Lata de Lixo, nunca sentiu tanta vontade de se levantar, buscar explicações, sumir!

Daquela vez, guarda até hoje o que lá encontrou em suas mãos. Era uma concha dura, resistente e grande. Quando levada ao ouvido imitava o som das ondas do mar. Não era um alívio. A experiência era muito menos prazerosa do que viciante e melancólica. A concha o mantinha naquele limites, saciando, ainda que falsamente, todo seu desejo de liberdade. O homem passava a maior parte de seu tempo-parado grudado com ela no ouvido esquerdo. A sensação era de que nunca ia até o fim, apesar do êxtase que os primeiros instantes prometiam. Assim, desiludido e frustrado o homem conseguia, por alguns instantes, afastá-la, somente para, pelos mesmos motivos, conflitando sentimentos de derrota e ansiedade, colocá-la de volta a soar como ondas inatingíveis em sua orelha ferida pela força que usava para pressionar a concha quando achava que poderia tocar a água salgada com a ponta de seus pés.

Mas naquele dia, a concha ficaria em suas mãos. Era diferente. O menino queria dizer algo.

Meu Melhor Amigo Vai Casar

Quarta-feira, Dezembro 12th, 2007

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Quando cheguei na Rua Salvador de Mesquita, em 1987, tinha uma pirralhada na calçada jogando queimado. Foi o dia em que eu conheci o Billy.

Tive a impressão que o moleque ia ser o meu melhor amigo. Mais do que isso, parecia que a gente já se conhecia de algum lugar.

História vai…(esses sãos os três pontinhos mais preciosos da minha vida) Aqui estamos hoje. E já que estamos no final do ano, fica mais fácil classificá-lo. Foi um ano muito importante na nossa amizade, que foi retomada sem nunca ter acabado. Nos reencontramos apesar de jamais termos nos separado. E agora, essa notícia:

- Popózinha, vou me casar.

Não poderia ter feito melhor escolha Bira! A Gabi é sensacional! Vocês merecem.

Estamos todos MUITO felizes.