Archive for Outubro, 2008

Somos “In” Até na Outs - 3 de Outubro

Quarta-feira, Outubro 29th, 2008

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Fui buscar a Paula no McDonald’s da Henrique Schaumann, minha referência principal no bairro Pinheiros.

Ela estava cansada, mas feliz de ter vindo.

Naquela noite, o show começaria às 2 da matina, então fomos dormir um pouco(já passou um tempo dos shows… estou começando a me esquecer o que aconteceu exatamente… heheheh)

Era a segunda vez na Outs. Depois da semi-tragédia da primeira vez, fizemos um show para lavar a alma do Desacorde no underground paulista.

Se tem algo que me deixa orgulhoso nesse disco é o fato de que podemos tocar em qualquer lugar, livrarias, teatros, calçada de rua e casas de rock, e soar ao mesmo tempo “in” e alternativo.

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Enfiei a mão na distorção e começamos com Contramão. O público parou e ficou assim, olhando para o palco até o último acorde dos show.

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Assim eu fico mal acostumado, pensei. Vendemos SMD(quando é que esse bichinho vai acabar, Deus?) e abrimos novos horizontes.

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A Paula foi a responsável pelas fotos e pela filmagem.

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Centro Cultural Vergueiro - 02 de Outubro

Terça-feira, Outubro 21st, 2008

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Semana passada eu masterizei o disco.

Desacorde está pronto!

Comemorei, dancei, bebi, cantei, comi pão doce. Cheguei em casa 6 da manhã.

E esses 2 anos trabalho que passaram… desde a primeira vez que falei com o Márcio que queria que ele tocasse comigo, até a primeira música sair do forno. O primeiro show… a primeira temporada em Sampa…

São muitas histórias .

O Centro Cultural Vergueiro me lembrou mais uma:

Já toquei lá uma vez. Com o Márcio, o Ludo e o Stephan.

Na ocasião, saímos do Rio um dia antes, com todo equipamento no carro. Guitarras, amplificadores, ferragens da bateria, etc. Fora as malas.

O Márcio só chegou no dia do show, na hora da passagem de som. Quando ele me ligou, avisando que estava na Henrique Schaumann me esperando, lembrei do pior. Eu tinha esquecido não só a pedaleira dele como sua Gibson no estúdio, no Rio de Janeiro.

PUTA QUEO PARIL! E AGORA! O SHOW É DAQUI A 2 HORAS!!!

E pra contar pra ele… não sabia por onde começar. Até ele acreditar que não era brincadeira foi a parte mais sofrida.

Era tempo de férias, e o lugar estava um pouco vazio na hora do show. Mesmo assim fizemos um show marcante, já que foi a primeira vez que tocamos Nada Será Como Antes, do Milton. (foi mesmo? acho que essa parte eu inventei)

Bom, alguns meses depois, lá estou, de volta ao Centro Cultural Vergueiro, dessa vez com todos os instrumentos.

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A banda, totalmente diferente, vinha com o Clássico Moderno Naciffe a bateria, Nenê Vianna, o melhor-baixista-com-a menor-mão-do-mundo do mundo, e o guitarrista pós-estreante e já semi-experiente Danilo Petroni.

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É o melhor lugar que o Desacorde já baixou, sem dúvida. Mas dessa vez tinha público. Aí sim, tem show!

Pelas fotos a gente dá pra ver o que foi.

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No final, pediram bis, de verdade. Nada daquela lenga lenga de amigos, e na hora de tocar eu perguntei se eles queriam outra do Lulu Santos:

NÃO!!! TOCA UMA SUA, PO!!

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Levantamos a média da temporada com as notas 9 para o primeiro show, 6 para o segundo e…. 10 para esse!

Capital da Vila - São Paulo - 01 de Outubro

Terça-feira, Outubro 21st, 2008

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Eu sempre quis fazer um show na Vila Madalena, mas nunca tinha falado isso com a Fê(Fernanda Mourão, minha produtora).

Então, quando ela me falou desse show no Capital da Vila, eu já vi com bons olhos.

Depois do show da Fun House, eu não voltei mais pra casa da minha Vó(tava em obras, lembra?). Fiquei na casa do Nenê.

Isso contribuiu para que essa fosse a melhor temporada de todas em Sampa.

A gente ficou rindo o tempo todo durante 1 semana.

O Nenê ainda me apresentou alguns artistas bem bacanas(a dica do Paramore saiu dessa viagem tb). Acabei revendo Pulp Fiction, além de (ver)mais uns 9 outros filmes que alguei.

Bem, em relação ao show, é o que eu sempre digo: Tem que ter pelo menos um perrengue na viagem, senão, não é temporada em Sampa.

Começou a chover…

Descobrimos que não tinha batera…(antecipei o aluguel de uma)

Só tinha um amplificador de guitarra…

Vai ter show?

Vai!

As poucas pessoas que enfrentaram a chuva chegaram 1 hora depois do combinado para o início do show, com a banda já parceira de outras datas Atalhos, que eu chamei de Assoalhos, durante o show, no microfone. :(

No palco, aproveitamos para ensaiar. Claro, guitarrista novo, Nenê, que só toca quando vamos pra lá… No fim, nos divertimos bastante. Ainda mais quando a Fê arranjou R$20 de consumação na cartela de cada um. Aí­ foi festa. Estava muito cedo para desanimar, ainda faltavam 3 shows importantes.

Na temporada passada tínhamos feito um show no Corleonne que foi um pouco parecido.

Com a diferença que no Capital eu toquei de violão. As músicas ficam maneiras. Me lembrei das primeiras temporadas, quando eu tocava levava o show inteiro na voz e na viola.

Vamos as fotos porque eu já estou me atrasando para falar sobre os outros shows da temporada.

Quando o assunto é Música V

Quarta-feira, Outubro 8th, 2008

Estamos de volta com mais uma edição do meu, do seu, do nuestro Quando o assunto é Música.

No episódio de hoje vamos conhecer um cara da minha geração.

Singer/Songwriter inglês, lançou o seu primeiro CD há 2 anos. E até agora não se manifestou de novo. Mas pelo que vi em seu myspace, ele anda fazendo shows a pampa pela Europa.

O nome dele é Scott Matthews. A cara dele é essa aí ó.

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Antes de sair para a temporada de shows em Sampa, passei na casa do Fábio e peguei 3 CDs Coletâneas de Álbums Mp3.

Tinha muita coisa boa. Sufjan Stevens(pirei na melodia que ele encaixou num 5/4 muito bem executado em “Come On! Feel the Illinoise!”, a 3a faixa), MGMT(descobri que a pronúncia certa é Management), aquele bônus do Radiohead(que tem MK1), etc.

Tinha o novo do Paul Weller também. Mas esse eu nem curti. Nada parecido com o Stanley Road. Mas eu sou fã e vou no show no Tim Festival mesmo assim. Aproveito para ver o Marcelo Camelo (gostei do Cd dele, ué).

Mas, a melhor parte da viagem foi quando entrou o disco Passing Stranger, do Scott Mathews.

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No início achei que ele era irmão do Dave Matthews (fui no show em Sampa, foi animal).

Me empolguei, voltei a “Dream Song”(música 2) várias vezes. Eu realmente gostei da faixa, e fiquei com medo do resto. Já me decepcionei outras vezes em busca de… sei lá o que. O fato é que eu pego o disco do Keane e não consigo ouvir inteiro. O mesmo acontece com quase tudo que eu escuto hoje em dia.

E não venha me falar que o “álbum” acabou. Li uma matéria esses dias falando que música, atualmente, é um Ipod em shuffle.

Tá bom. Mas e se no meio daquele shuffle tiver uma música em especial que você adora? Você não vai querer ouvir mais do mesmo artista? Então, mas, e se essa música for de um artista com mais de 100 músicas gravadas, muitas delas em fases e estilos diferentes da que você tanto gostou no meio daquele shuffle, não facilitaria procurar por outras músicas similares no mesmo álbum? That’s my point.

O Disco/Albúm é uma expressão artística completa. Faça o Download pirata ou não do trabalho de estréia desse inglês talentoso que vocês vão entender o que eu estou falando.

O DISCO É GENIAL.

Em um segundo momento, fiquei saboreando um Jeff Buckley renascido. Influência BEM perceptível.

Meu ouvido viciado ainda encontrou vestígios de Eddie Vedder e José González. Mas as canções te levam muito além.

Ainda escuto “Dream Song” todos os dias, mas a melhor de todas é sem dúvida a “Ellusive”. Aliás, essa é melhor música que eu escutei desde “Lover You Should’ve Come Over”, do Buckley.

No carro, fiquei agredecendo mentalmente ao Fábio e à Rainha Elizabeth. A ele pela grata surpresa, e a ela, por mais essa façanha.

DICA DE ÚLTIMA HORA - Tô quase com vergonha de falar… O disco do Paramore é bom paca. Pegou?

Fun House - São Paulo - 27 de Setembro

Quarta-feira, Outubro 8th, 2008

Saí­mos do Rio na sexta-feira de madrugada. Tinha passado uma semana cheia de trabalho no estúdio e estava morto de cansaço.

Mas o Nacife é bom de papo. E de volante também. Chegamos em Sampa antes de amanhecer, batemos um McDonalds(Bic Mac sem carne pra mim) e fomos pra casa da minha avó.

Tava em obra. O cheiro da tinta me deixou mal. Bem mal… Acordei sem voz.

Bem, eu ainda tinha o dia inteiro para melhorar. Descansar…? Nananinana. Fomos com a Tainan para o Expomusic.

Fui piorando. Comprei um saco de remédios e preparei o meu coquetel explosivo.

A tarde, conheci o guitarrista Danilo Petroni, que chegou com o seu instrumento umas 21, lá no AP em obra.

Para minha sorte ele tinha tirado todas as músicas muito bem, e essa noite, às 2 da manhã ele iria fazer o seu primeiro show, e o primeiro ensaio também(né).

Com a cara que tava, acabei assustando o cara, que saiu dizendo que o que eu precisava mesmo era dormir.

E foi o que eu fiz. Até 01:30 eu dormi. Acordei com o telefonema do Nenê:

- Vamo, meu?

- To indo…

Me animei logo que cheguei. A casa estava LOTADA. Tirei o primeiro casaco.

A Fê me olhou empolgada e disse: Chegou na hora. Tirei mais um casaco.

Subi no palco. Liguei minha guita, apresentei o guitarrista novo aos outros músicos, tirei o último casaco, e começamos. Desacorde. Fresco, quentinho. Como se tivesse acabado de sair do forno.

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O público reagiu. Aplaudiu, cantou, vibrou.

Tinha gente que sabia todas as letras. Não economizei. Fizemos um showzaço. Até esqueci da gripe.

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Aquele lugar pequeno, com parede de tijolinho me lembrou o Cavern Club. Foi inesquecível.

Depois de Contramão, anunciei nossa agenda para a próxima semana. Ouvi “nesse eu vou”, e “eu também”.

Eu também.

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Desacorde em Expansão

Quarta-feira, Outubro 8th, 2008

A vida é mesmo imprevisível.

Tive, com o meu primeiro disco solo, uma longa jornada de shows e eventos repleta de altos e baixos, tendo o seu ápice na apresentação do Som Brasil em homenagem a Lulu Santos.

Tinha total consciência que aquilo não era uma afirmação definitiva do meu trabalho. Não podia ser. Mas, o que não esperava era viver, depois de todo buxixo natural pós-globo, uma crise maior do que a que havia antes de todo processo.

De cara, saí do escritorio que até então dava suporte para nosssas ações.

Depois, perdi os músicos que tocavam comigo para suas próprias vidas, nada mais justo.

Em uma temporada forçada, fiz uma sequencia de shows vazios e frustrados(frustrantes).

É… era o fim da era Desacorde. Entre glórias e experiências enriquecedoras porém dolorosas, eu decidi que havíamos chegado a um ponto sem volta. Agora, era levantar a cabeça e partir para uma segunda aventura.

MAS… TODAVIA…

Eu tinha uma carta na manga. Uma não duas. E mais, uma pessoa muito especial(Fernanda Mourão), que tinha passado tudo isso comigo e não desistiu, para jogá-las da melhor maneira possível.

1 -Quando gravamos o programa do Bôscoli em abril, a produtora me perguntou quando eu gostaria que o programa fosse ao ar.

Pensei: Bem, não é sempre que a gente aparece na TV, o que o meu pai chama de grande mídia(ele e todo mundo né… hheehh). Então, porque não deixar isso mais pra frente, já que acabamos tocar na Globo. Hmmm, let’s say… Agosto.

2 - Um show inocente em Barbacena. 19 de Setembro.

O programa foi ao ar. Músicas próprias(finalmente).

O meu email lotou. Assim como o Orkut, Myspace e o número de entradas no site.

Gostaram!!

Então vambora.

Fomos pra Barbacena, senti alguma coisa diferente na platéia. Parecia que a galera conhecia as músicas. Sim, era isso!

Vocês não devem saber o que significa isso para um artista independente(com todos os preconceitos que essa palavra implica).

Vivemos o drama de tocar músicas novas para um público que não pensa em música como uma forma de arte. Querem mesmo é se divertir(conversar) ao som de Ana Carolina e Djavan.

Vendi CD, dei autógrafo. Até reclamaram que a gente tinha pulado “Contramão”.

Era uma tendência? Sim.

Eis que veio a temporada de São Paulo para confirmar. Tem uma “turma” dando uma chance para o disco.

É como se o Desacorde começasse a fazer sentido pra essas pessoas, mais de um ano depois de gravado.

Foram 5 shows em São Paulo. Cada um com um história especial, que vou contar nos proximos posts, um para cada.