Archive for Janeiro, 2009

Quando o assunto é música VI

Quarta-feira, Janeiro 21st, 2009

Se você já conhece ou é fã de Miriam Makeba, quero me explicar (me desculpar) antes de começar esse post.

Nessa coluna eu coloco bandas e artistas que são novidades em potencial. Ou até discos menos conhecidos de artistas consagrados. O que não quero, até porque não é essa a proposta, é dar dicas de grandes clássicos. Hoje me sinto como se estivesse apresentando os Beatles… Esses já aparecem diariamente em blogs, revistas e até(principalmente) na capa do segundo caderno.

Pois foi exatamente no segundo caderno d`O Globo que encontrei a notícia de que a Mama Áfrika havia morrido aos 78 anos. Essa informação, aliada a uma missão teimosa e frustrante de ouvir todos os discos da lista “1001 discos que você tem que ouvir antes de morrer”(que eu levei a sério), me trouxeram essa grande recompensa. O que eu já devia saber a muito tempo. Makeba pertence a um grupo seleto de deusas da música. Ela, como Piaf, Fitzgerald e pouquíssimas outras(eu incluo a Elis) transcende a própria música, a melodia. Deixa de lado preocupações mundanas como “quem compôs essa música?” ou “quantos discos ela vendeu?”. Entramos numa espécie de transe, por conta de sua voz.

O disco que aparece  na lista dos 1001 tem o nome da cantora e data de 1960. É uma coletânea, e como álbum não funciona tão bem. Mas cada música é um deleite. 

A mistura de ritmos e melodias africanas com blues e jazz(genuinamente americanos) resultam numa base sólida para o talento de Makeba. Pata Pata, o seu maior hit, que na escola era mais conhecida como “Tá com pulga na cueca” não está nesse disco.

Além de gênio da música essa mulher tem um histórico de luta na política. Pra quem se interessar http://pt.wikipedia.org/wiki/Miriam_Makeba

Pesquisando um pouco mais, encontrei um vídeo no youtube que me deixou de cara. É por isso que estou aqui hoje. Pra dar essa dica. Tudo o que eu falei mais acima se resume nessa apresentação.

Então, vista o seu fone, feche os olhos e …

Foi na Nuth

Terça-feira, Janeiro 6th, 2009

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Pra quem estava lá mas não se lembra, a despedida do Camaleões, minha “former band”, foi na Nuth.

Bem, 4 anos depois, lá estava eu de novo. Dessa vez, definindo uma nova trajetória. Não quero chamar de lançamento… Hoje em dia é diferente. Ainda não há nome para o caminho que os novos e consagrados artistas estão tomando.

Há pouco, eu estava vendo uns vídeos do início, os primeiros shows do Desacorde. Era como se eu estivesse atrás da música, ou melhor… como se a música viesse antes de mim. Demorei para entender, e enfim fazer parte de todo o processo.

Já no último show, na Nuth, fiquei com vontade de mostrar coisas novas. E logo agora, que o disco está chegando nas lojas.

É engraçado, mas é como aconteceu. Primeiro eu o divulguei, e no fim, o “lancei”.

Quando falei no Fotolog que era o último show do Desacorde um amigo veio me perguntar:

“Mas você não está lançando o disco?”

Respondo a todos que tem a mesma pergunta:

Sim. E esse lançamento significa o começo de uma nova etapa. Já tenho 4 músicas novas! E milhões de outras idéias.

Agora, as músicas do Desacorde, essas às quais sou tão grato, são minhas pra sempre. E eventualmente vão aparecer nos shows.  

Gostei do jeito que as pessoas foram descobrindo o meu som. Lentamente, através do Myspace(principalmente), youtube e outras maravilhas do mundo moderno. Essas estão comprando, pirateando, adquirindo de alguma forma as 11 músicas que eu divulguei por mais de um ano em shows, entrevistas, programas de rádio e TV, e muito trabalho na internet.

Me sinto um rato de laboratório. Sou um exemplar de uma nova experiência . Mas quem não é? (hein compositores, cantores e músicos em geral).

É um misto de sentimento de liberdade e abandono.

A má notícia… não dá dinheiro.

A boa notícia? … calma, calma… faz a tua música.